A manhã de segunda-feira amanheceu sob um céu de chumbo, pesado e cinzento, como se o próprio ar estivesse retendo a respiração em antecipação ao que estava por acontecer. Dentro da limousine blindada que percorria a estrada de retorno para Nova York, o silêncio não era de temor, mas de concentração. Nicholas segurava a mão de Maya sobre o banco de couro, entrelaçando os dedos com firmeza, e de vez em quando apertava de leve, como se estivesse passando a ela toda a sua força. Maya mantinha os olhos postos na paisagem que deslizava lá fora, mas a mente percorria cada página dos relatórios que havia estudado até a exaustão. Sabia que aquela reunião não seria apenas uma apresentação de números e planos; seria uma batalha declarada, onde cada palavra seria pesada, cada gesto interpretado e cada hesitação usada como arma. — Eles vão tentar me desestabilizar — disse ela, baixinho, sem desviar o olhar da janela. — Vão insinuar coisas, fazer perguntas armadilhadas, tentar me colocar em contr
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