Capítulo 41 — Às vezes, a melhor estratégia é simplesmente perder o controle.
POV Daniel O silêncio no quarto era preenchido apenas pelo som da chuva insistente contra o vidro. A adrenalina, que até segundos atrás queimava em nossas veias como um incêndio incontrolável, começava a se dissipar, deixando para trás um calor letárgico e uma conexão que eu ainda mal conseguia nomear. A pele de Jullie, sob a minha, parecia irradiar uma paz que eu não sentia desde que recebi o caso. Ela estava com os olhos fechados, a respiração finalmente estabilizada, mas eu não conseguia parar de encará-la. Eu a levantei com um movimento fluido, sem que ela precisasse fazer esforço algum. Ela era leve, mas o peso da responsabilidade que carregava nos ombros — o julgamento, a perda do filho, o exílio na minha casa — parecia, por um momento, ter sido suspenso. Caminhei em direção ao banheiro principal, o mármore frio sob meus pés contrastando com o calor que ela emanava. Coloquei-a sentada no banco da bancada e abri o chuveiro, regulando a temperatura da água até que o vapor come
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