Capítulo 47 — E o pior de tudo... é saber que eu ainda te amo.
POV Jullie
O suor frio colava a camisa preta de Daniel ao meu corpo quando sentei na cama em um solavanco. Minha respiração vinha em lufadas curtas, dolorosas, o peito subindo e descendo no ritmo frenético do pesadelo que acabara de me ejetar do sono.
No sonho, eu ainda estava naquela lancha. Mas não havia sangue artificial; o convés estava coberto por uma água escura e gelada que subia rapidamente, cobrindo minhas pernas, prendendo meus pés enquanto o vulto de Gustavo se afastava em um barco