Capítulo 52 — “Seja profissional, Daniel. Há quarenta milhões de dólares em jogo.”
POV Jullie A lâmina entrou limpa. No meu sonho, o metal não encontrou resistência ao rasgar a carne de Gustavo. Eu conseguia sentir a vibração do cabo da faca de caça contra a palma da minha mão direita, o calor viscoso do sangue dele jorrando pelos meus dedos, tingindo o convés branco da lancha de um vermelho real, vivo, espesso. Gustavo não sorria; ele me olhava com os olhos arregalados de terror, sufocando no próprio plasma enquanto eu desferia o segundo golpe, tomada por uma fúria primitiva que eu nunca soubera que existia dentro de mim. “Você matou o meu filho!", eu gritava no pesadelo, a voz ecoando como um trovão sobre o mar escuro das Bahamas. Eu queria vê-lo morrer. Eu queria ser a assassina que o mundo inteiro jurava que eu era. Acordei em um solavanco, a garganta seca e o peito subindo e descendo no ritmo de um ataque de pânico iminente. Minhas mãos tatearam os lençóis cinza-escuros da cama de Daniel, procurando o tecido texturizado ou o calor da sua pele para me afastar
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