---Horas depois...As horas se passam rapidamente. Já são 19 horas. Está na hora de entregar minhas crianças aos pais. Entrego todas os meus pequenos anjos, um por um, com um beijo e um abraço. Quando a última criança vai embora, sinto um vazio no peito.Vou à sala da diretora. Chegando lá, abro a porta e entro.—A senhora queria falar comigo? — pergunto, com a voz hesitante.—Sim, sente-se — Regina diz, apontando para a cadeira em frente à sua mesa. — Vamos conversar.Sento-me, com as mãos suadas. Ela me olha por um longo momento, como se estivesse avaliando cada traço do meu rosto.—O que está acontecendo, Alice? Me conta — ela pergunta, com a voz suave.—Não entendi... como assim? — respondo, tentando desviar o olhar.—Entendeu sim — ela insiste, com a voz firme, mas carinhosa. — Eu te considero como a filha que nunca tive. Você, quando chegou aqui, era tão cheia de vida. Depois que você voltou com esse homem, perdeu seu brilho. Ele está viajando, e você está mais leve. Olha a dif
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