A CONSCIÊNCIA Giorgio Permaneço imóvel no meio do corredor da feira, observando em silêncio absoluto enquanto Gemima desmonta com agilidade a estrutura de madeira da barraca. Ela se move com uma pressa decidida, pegando o telefone em seguida para ligar para o pai dela, o nono da pequena Georgina, chamando-o para vir buscá-las. Olho mais uma vez para aquela mulher forte e, logo depois, desvio meus olhos para a menininha concentrada em guardar seus brinquedos no fundo do espaço. Sinto um aperto tão violento no peito que mal consigo respirar. Diante de tudo o que acabei de ouvir, diante da nítida rejeição no olhar dela, sinto que perdi qualquer direito de falar alguma coisa. Eu simplesmente não me sinto no direito de exigir nada, nem uma explicação a mais, muito menos a paternidade de uma criança que rejeitei sem saber. Com as mãos levemente trêmulas, pego o celular e ligo para o meu segurança pessoal, que aguarda no carro executivo a poucos quarteirões dali. Peço que ele venha imedia
Ler mais