A pequena Georgina está saltitante para um lado e para o outro, com os sapatinhos novos estalando no piso de madeira, correndo do espelho para a janela e olhando tudo com olhos arregalados e brilhantes de pura fascinação.— Meu Deus, filha, sossegue! Deixa a moça arrumar o seu cabelo! — peço, rindo e tentando ajustar o tecido do meu vestido enquanto a cabeleireira tenta, em vão, alinhar as mechas encaracoladas da minha pequena.— Mamãe, é hoje que você vai casar com o papai? — ela pergunta, dando um pulinho e olhando para mim com as mãos na cintura.— Sim, minha filha. É hoje! Isso se você deixar a moça arrumar o seu cabelo, né? Porque se na hora da cerimônia você não estiver pronta, o casamento não vai conseguir começar.Georgina arregala os olhos, coloca a mãozinha na boca com uma dramaticidade adorável e para imediatamente de pular.— Então prometo, vou ficar bem quietinha! Pode terminar de arrumar meu cabelo, tia — ela diz, direcionando um olhar sério e comportado para a moça que
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