Helena abriu a porta que levava ao porão e sentiu um arrepio subir por sua nuca.O cheiro de terra ficou mais forte, quase sufocante.Desceram por uma escada estreita, iluminada pela lanterna do celular de Caio. As paredes eram de concreto velho, com manchas de umidade, e o ar parecia mais frio a cada degrau. Helena procurou com os olhos a pedra solta perto do último degrau, mas não conseguiu chegar até ela, porque, no instante em que seus olhos correram pelo local, viu o tronco.No centro do porão, preso à terra que atravessava parte do piso, havia um toco enorme, escuro e retorcido, cortado perto da base. Parecia morto havia muito tempo, com a madeira rachada, raízes grossas entrando pelas paredes e desaparecendo sob a casa. Não havia folhas, galhos ou qualquer sinal de vida.Mesmo assim, Helena sentiu que ele, de alguma forma, a chamava.Seu pulso esquentou, depois queimou, e ela caminhou na direção do tronco sem ouvir Caio chamando seu nome. Então estendeu a mão, seus dedos tocara
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