— Não… não chega perto…O lobo rosnou.Helena correu de novo, mas não foi longe, o salto prendeu em uma raiz, e ela caiu de joelhos na terra úmida, sentindo pedras rasgarem sua pele. Levantou aos trancos, engolindo o choro, e se enfiou atrás de um tronco largo, tentando cobrir a boca para abafar a respiração. Por alguns segundos, só ouviu o próprio pânico, um piii continuo que levou alguns segundos para desaparecer. Depois, nada, e o silêncio foi pior do que ouvir a criatura. Ela fechou os olhos, rezando para acordar na cama, rezando para que tudo aquilo fosse um pesadelo horrível criado por causa divórcio e da exaustão.Então, um bafo quente tocou sua nuca e Helena abriu os olhos.O lobo estava ali.Ela gritou quando ele a empurrou contra a árvore, não com a força que poderia ter usado, porque se quisesse quebrá-la em duas partes teria quebrado, mas ainda assim a prendeu entre o tronco e aquele corpo enorme, quente, escuro, impossível. As sombras se enrolavam perto dos pés dela. A ma
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