— Eu gostaria de dançar para vossa alteza — digo, e forço um sorriso para ele, torcendo desesperadamente para que meus lábios não tremerem e denunciem meu pavor.Said me olha com um cuidado minucioso, seus olhos vagando pelo meu corpo de cima a baixo, um percurso lento que me faz sentir nua sob seu olhar. Tenho plena consciência da minha figura descabelada, vestida apenas com uma camisola grossa de flanela, meus pés descalços tocando o chão frio. Não há nada de sedutor na minha aparência atual, mas o ar entre nós está saturado de uma tensão sexual tão palpável que poderia ser cortada.Ele está ofegante, as narinas dilatadas, enquanto encara meus olhos, que sinto estarem quentes como as areias do deserto ao meio-dia. Allah! Finalmente ele não me olha como uma garotinha a ser protegida, mas como uma fêmea que o desafia, e eu efetivamente fico derretida com a intensidade desse reconhecimento.Ele ergue sua mão, um movimento lento que me faz prender a respiração, e toca o meu rosto. Seus
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