As portas do elevador se abriram com um deslizar silencioso, revelando a extensão imponente da sala da cobertura. Sem dizer uma palavra, Apolo me colocou de pé no chão, seus dedos ainda demorando um segundo a mais do que o necessário na minha cintura antes de se soltar. O toque dele, mesmo através da roupa, enviou uma descarga elétrica que eu odiava sentir. Ele caminhou até o bar com uma tranquilidade calculada que me deixava ainda mais furiosa. Ali, serviu-se de uma dose generosa de uísque, o som do gelo tilintando contra o cristal sendo o único ruído naquele ambiente carregado de uma eletricidade quase insuportável. Quando ele se virou, a luz fria do final da tarde invadia a sala, iluminando o seu rosto e, principalmente, aqueles olhos. Eram um azul límpido, cortante como uma lâmina, que parecia ver através de todas as minhas defesas, desnudando a minha alma. Naquele momento, não havia calor naqueles olhos, apenas uma exigência crua e faminta pela verdade que eu vinha guardand
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