Kayla O ar dentro do carro de Carlos parecia denso, quase sufocante. Apenas alguns minutos antes, eu estava segurando a mão de Apolo, tentando ser o porto seguro dele no momento mais sombrio de sua vida. O calor do abraço dele, o peso devastador do luto do senhor Alfredo e a atmosfera carregada de dor daquela mansão ainda reverberavam em cada fibra do meu corpo. E agora, ali estava eu, sentada no banco do passageiro de um carro em alta velocidade, vendo as luzes da cidade passarem como um borrão do outro lado do vidro. — Você não podia ter esperado? — perguntei, a voz tremendo de uma mistura de exaustão e pura indignação. Virei-me para Carlos, cravando os olhos nele. — Você tem noção do que está acontecendo naquela casa? O pai do Apolo morreu, Carlos! Eles estão destruídos. E você aparece na porta como um fantasma, exigindo que eu saia sem nem me despedir? Carlos manteve as mãos firmes no volante, o perfil rígido iluminado pelo painel digital. Ele nem sequer piscou, oste
Ler mais