Cecília As palavras de Marcello ainda ressoavam na pequena secretaria da escola, quentes, graves e firmes. A diretora Márcia me encarou por um breve segundo, os olhos por trás das lentes dos óculos arregalando-se em uma mistura de surpresa, respeito e puro alívio. Ela olhou para a nossa mão entrelaçada e, em seguida, para o meu rosto, onde um sorriso gigante e incontrolável já havia se instalado de ponta a ponta. — Interesse? Meu Deus, Seu Marcello, isso seria uma verdadeira bênção! — Márcia exclamou, levando as mãos ao peito em um gesto teatral de gratidão. — Nós estamos com a turma dos menores com mais de vinte crianças e a professora Sofia tem se desdobrado em duas para dar conta de todo o programa de alfabetização. Se a Senhorita Cecília puder nos ajudar, mesmo que por poucas horas ao dia, vai fazer uma diferença monumental para o aprendizado delas! — Não precisa me chamar de senhorita, por favor. Pode me chamar apenas de Cecília — pedi, com a voz ligeiramente embargada pela
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