O carro deixou a rodovia e seguiu por uma via mais larga, cercada por guindastes, contêineres empilhados e, ao fundo, um cheiro de maresia que foi se intensificando conforme avançavam. Liv, que durante boa parte do trajeto tinha conversado com Luz sobre desenhos animados e sobre o livro que a menina estava lendo, começou a notar a mudança na paisagem com uma certa estranheza — não parecia, de forma alguma, o caminho para um aeroporto.— Estamos perto? — perguntou ela, olhando pela janela, tentando identificar alguma placa de sinalização que confirmasse suas suspeitas.— Quase — respondeu Alexander, sem desviar os olhos do celular, onde conferia alguma mensagem.O carro contornou uma curva, e de repente a vista se abriu — e ali, diante deles, ancorado no porto, estava um navio. Não um navio qualquer, mas um cruzeiro enorme, branco, com várias dezenas de andares de janelas redondas e varandas, bandeiras coloridas hasteadas no topo, e uma estrutura tão grande que parecia, à primeira vist
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