Na manhã seguinte, o ônibus estava cheio como sempre, com o cheiro de sempre e o barulho de sempre. Liv estava com o uniforme — a calça preta, a camisa branca, o blazer —, o cabelo preso num coque baixo, os brincos dourados que ela tinha decidido, sem pensar muito, usar de novo.Quando o elevador abriu no décimo segundo andar, Alexander já estava lá — de pé ao lado da própria mesa, de costas para a porta, conferindo algo num documento. Ele se virou ao ouvir as portas abrirem, e por um instante — aquele instante breve que acontecia às vezes entre eles, antes que qualquer um tivesse tempo de compor a expressão — os olhos dos dois se encontraram.— Bom dia — disse Liv, entrando.— Bom dia, Olivia. — Ele virou de volta para o documento. — Tem café na copa.Ela foi até a própria mesa — a mesa clara ao lado da janela, com a suculenta e o caderno de capa gasta —, sentou-se, ligou o computador, e começou a abrir os e-mails que tinham acumulado durante o fim de semana.Tudo era igual.A sala,
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