Isabelly caminhou para o lado de fora do hospital e permaneceu lá por longos minutos. O ar frio da madrugada acariciava seu rosto, mas era incapaz de aliviar a confusão que dominava sua mente.Ela caminhava lentamente pela calçada, sem um destino definido, observando o movimento quase inexistente da rua. De tempos em tempos, uma ambulância cruzava a avenida com as sirenes desligadas, enquanto alguns poucos carros passavam apressados sob a luz amarelada dos postes.Seu pensamento, porém, estava longe dali. As palavras de Adrian voltavam repetidamente à sua memória."Eu prometo que, em outro momento, vou contar tudo."Mas quando seria esse momento? E por que ele parecia carregar um peso tão grande nos ombros?Ela fechou os olhos por um instante.Por mais que tentasse agir como investigadora, analisando cada gesto e cada palavra dele com frieza, havia uma parte de si que enxergava apenas um homem desesperado para proteger a filha.Era justamente isso que a deixava dividida. Se Adrian rea
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