Olhei de novo para a Celina, tentando disfarçar o desespero que batia na minha porta.— Faz o que for possível por eles agora, Celina. Por favor. Eu... vou dar um jeito. Vou pensar em uma solução.— Pode deixar, amiga. Vou pegar os medicamentos na caminhonete e começar os acessos neles hoje mesmo — Celina confortou, me dando um aperto carinhoso no ombro limpo de graxa. Em seguida, ela se virou para o caubói e estalou os dedos: — Vem comigo, Shrek.Daniel apontou para o próprio peito, com as sobrancelhas arqueadas, visivelmente surpreso com o tom mandão.— Eu preciso de ajuda para carregar os materiais, bora que o tempo está correndo! — Ela bateu o pé no chão, parecendo até a mãe dele.O gorila bufou, mas acabou cedendo.Acompanhei com o olhar enquanto os dois se afastavam em direção à caminhonete preta.Eles começaram a conversar em tom baixo na lateral da caçamba, algo que eu não consegui ouvir dali, mas pela expressão séria que o Daniel fez ao olhar para trás, na minha direção, boa
Ler mais