Vinnie Secondigliano não é lugar de passeio. As ruas são apertadas, prédios velhos, cheiro de fritura e fumaça misturados, pouca luz onde deveria ter poste, gente demais onde não deveria ter ninguém. É o tipo de bairro em que o submundo se sente em casa e qualquer estranho vira alvo só por existir ali. Não gosto de operar onde eu não mando. Mas hoje não tinha escolha. Estamos parados numa esquina meia boca, a menos de dois quarteirões do endereço que o Vitale mandou pro Brun. Liel está ao meu lado, com rádio preso na gola da blusa, arma no coldre da coxa, olhar varrendo cada janela como se estivesse lendo um mapa invisível. — Dois homens — ela diz, sem olhar pra mim. — Um na entrada principal. Outro na rota lateral. Assinto, chamo os dois pelo rádio. São gente minha, testados. Não vão fazer pergunta, só vão ocupar posição. — Não esquece — continuo, olhando pra rua. — Isso aqui é pra localizar o Falco, não pra virar tiroteio. Se ele desconfiar, ele some e a gente perde a única
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