Magnus BlackwoodMeu alvo era claro e brutal: proteger Aurora Whitmore das línguas venenosas da alta sociedade texana no jantar beneficente da Fundação Harper, enfrentando os rumores que já corroíam a cidade, a imprensa faminta por escândalos e a minha própria tendência de erguer muros de dinheiro, advogados e silêncio, enquanto lutava contra o medo de que a coragem que ela me exigia fosse a única coisa que eu nunca soubera oferecer de verdade.Passei décadas acreditando que amar significava isolar. Que um rancho cercado, motoristas discretos, contratos blindados e o sobrenome Blackwood bastavam para manter as pessoas que eu amava a salvo do mundo. Emily cresceu assim, protegida demais, e eu me convenci de que isso era virtude. Até Aurora. Atela com aquelas mãos calejadas de quem trabalha de verdade, o olhar firme que não pede permissão e a teimosia quieta de carregar o próprio peso para não sobrecarregar ninguém. Ela me mostrou, sem discurso, que a proteção mais difícil não é a que s
Leer más