O silêncio na sala não era normal.León Armand continuava de pé, agarrado à borda da mesa de mogno, com os nós dos dedos brancos pela pressão. Seus olhos cinzentos, normalmente frios e calculistas, estavam escancarados, cravados na mulher que acabara de se sentar diante dele com uma calma insultante.Ele não conseguia parar de olhá-la, aquela boca, aquela linha da mandíbula e aqueles olhos.Sim, o cabelo era negro e geométrico e as roupas eram uma armadura de alta-costura que a Nuria que ele conheceu jamais teria usado, sua postura era a de uma rainha, não a de uma garota assustada, mas o instinto de León, aquele instinto animal que o havia mantido vivo e no topo, gritava uma única palavra: É ELA.— Senhor Armand — disse a mulher e sua voz soou entediada, como se estivesse falando com um funcionário lento. — Vai se sentar ou prefere negociar de pé para nos intimidar? Já aviso: tenho um metro e setenta e cinco com estes saltos e, mesmo assim, não me sinto pequena com facilidade.León p
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