Rosário Fiquei estática na cama, observando a reação dele com o coração apertado. O clima leve e o carinho da manhã haviam sumido em um piscar de olhos, substituídos por uma tensão fria que tomou conta do quarto. Alejandro parecia transtornado, mas não comigo; era como se ele estivesse travando uma batalha interna contra si mesmo, furioso por ter baixado a guarda. Eu conseguia ver nos olhos dele que, para alguém como ele, aquele relaxamento profundo não era paz... era uma distração perigosa.Ele não gritou, mas o seu silêncio foi muito pior. Sem me dar nenhuma resposta ou explicação, Alejandro se virou abruptamente, recolheu suas roupas do chão e caminhou em direção ao banheiro com passos pesados e decididos. A porta se fechou com firmeza atrás dele.Pouco tempo depois, o som do chuveiro cessou. A porta se abriu e ele saiu de lá já arrumado, com a expressão completamente fechada, a mandíbula travada e o olhar fixo no horizonte, recusando-se a olhar na minha direção. Era como se eu
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