Apesar dos conflitos, mudei-me para a capital, para a casa de uma tia que chamo, com carinho, de “minha segunda mãe”, mas o Técnico em Bioquímica custava mais do que meu pai podia pagar. Por esse motivo, cursei o Ensino Médio Regular, que chamamos de Formação Humanística no Paraguai, em uma escola privada. Eu e minha prima — com 13 anos na época — cuidávamos da casa enquanto minha tia trabalhava, e à tarde íamos ao colégio.No início, eu sentia muitas saudades de casa. Não existia celular e telefone fixo era caro, por isso, quando queria falar com meus pais, usava orelhão. No entanto, com o passar do tempo, eu me acostumei com a distância e conquistei minha independência.No primeiro ano, meu pai conseguiu bancar meus estudos, mas, no segundo, disse que não seria mais possível porque ainda precisava criar seus outros filhos. Minha única opção foi pedir transferência para um colégio público, estudar à noite e trabalhar de manhã. Conquistei uma vaga de ajudante no Palácio da Justiça, on
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