"Diego"Quando Ana apareceu, vestida de noiva, senti um nó preso na garganta. O vestido que eu havia escolhido a dedo — sufocante, fechado até o pescoço, absurdamente caro — pareceu, de repente, uma piada de mau gosto contra mim mesmo. Porque nenhuma camada daquele tecido pesado conseguia esconder o que realmente me irritava, aqueles olhos verdes.Ana parou na entrada. Por um segundo, meus músculos tensionaram sob o terno. Recue, pensei, torcendo para que ela desse meia-volta. Seria fascinante ver se ela teria a coragem de quebrar o contrato ali mesmo. Mas ela me decepcionou. Ela deu o primeiro passo e avançou.Conforme ela se aproximava, não podia deixar de admitir que Ana Figueira era linda; ela estava deslumbrante. Os cabelos castanhos emolduravam um rosto expressivo demais, e eu conseguia ler cada traço de sua expressão. Não havia lágrimas, nem um sorriso forçado; havia apenas uma determinação dura, quase insolente.Eram os mesmos olhos do pai dela, o mesmo olhar altivo de quem cr
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