Camille tinha uma prova naquela semana, à tarde, precisava retornar ao projeto em que ajudava como voluntária. Os alunos tinham Transtorno do Espectro Autista, e ela os auxiliava a desenvolver mais autonomia: escovar os dentes, escrever, pintar, andar e realizar pequenas tarefas do dia a dia. Eram atividades simples para muitas pessoas, mas que representavam grandes conquistas para eles.O projeto era de Graciele, uma amiga que abriu aquele espaço depois que o filho nasceu e foi diagnosticado com TEA. Formada em Psicologia, ela era a responsável pelo lugar, mas também trabalhava ao lado de outros voluntários. Levou tempo para tirar tudo do papel, buscar apoio e organizar o projeto, mas, quando finalmente conseguiu, pensou em Camille, que sempre teve um carinho especial por crianças.As duas haviam se conhecido na faculdade. Não eram tão próximas naquela época, mas mantiveram contato ao longo dos anos. Camille adorava ajudar no projeto.Graciele sonhava em ampliar o espaço, mas ainda p
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