O PRIMEIRO DOCUMENTOO céu permanecia coberto por nuvens espessas quando Ayla saiu do pequeno escritório da irmã Cecília. A chuva da madrugada deixará o jardim do Orfanato Santa Luz impregnado pelo perfume da terra molhada, enquanto pequenas gotas ainda escorriam lentamente das folhas da antiga mangueira que dominava o centro do pátio. O vento era suave, trazendo consigo o riso distante das crianças que brincavam depois das atividades da manhã. Durante alguns instantes, Ayla permaneceu imóvel na varanda de madeira, segurando a maçaneta da porta sem perceber. Seu coração parecia bater em um ritmo completamente diferente. Pela primeira vez em muitos anos, sentia que havia tomado uma decisão capaz de mudar não apenas sua vida, mas também a de outra pessoa. Não era uma decisão impulsiva. Era o resultado de incontáveis noites em claro, de lágrimas escondidas no travesseiro, de sonhos interrompidos pela lembrança da filha desaparecida e, sobretudo, do amor silencioso que, pouco a pouc
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