POV Cecília MendesNós estávamos prestes a sair. Rafael já caminhava em direção à porta da maison, as mãos cheias de sacolas das grifes mais caras de Manhattan, a cabeça baixa como um prisioneiro caminhando para o corredor da morte. Eu respirei fundo, agradecendo intimamente por aquela tortura estar acabando.Mas, de repente, Alexander parou.Os olhos azuis e gélidos dele fixaram-se num manequim no fundo da loja, iluminado por um foco de luz solitário. O conjunto exposto era de um vermelho escuro, quase cor de sangue, feito de uma renda tão fina e provocante que deixava pouquíssimo para a imaginação.Ele caminhou até a peça, tocou o tecido com a ponta dos dedos e virou o rosto para mim.— Traga o tamanho dela — ordenou para a vendedora atônita.— Alexander, nós já compramos o suficiente. Por favor... — sussurrei, sentindo o meu rosto queimar. O olhar do meu marido desceu pelos meus lábios, avaliando a minha resistência.Ele diminuiu a distância entre nós, parando tão perto que o calor
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