A despedida do Patrick no dia seguinte à mudança foi mais difícil do que imaginei.Não houve lágrimas, nem promessas dramáticas de amor eterno. Apenas um abraço demorado na porta do apartamento, daqueles em que nenhum dos dois quer ser o primeiro a soltar.Quando o carro dele desapareceu na esquina, percebi que aquela era a primeira vez, em muito tempo, que eu precisaria me acostumar a não vê-lo todos os dias.Não era falta de amor. Muito pelo contrário.Talvez amar alguém também signifique permitir que a vida siga seu curso enquanto vocês constroem, cada um do seu lado, o futuro que sonharam juntos.Ainda assim, naquela manhã, o apartamento pareceu grande demais.Eu e Dana mergulhamos de cabeça na rotina da faculdade. Trabalhos, leituras, horários confusos, professores exigentes e uma quantidade absurda de conteúdo para absorver em tão pouco tempo.Quando eu era mais nova, imaginava a universidade como algo mágico. Um lugar onde todos seriam maduros, inteligentes e focados.Que ingen
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