DULCE O caminho até em casa pareceu infinito.Henry permanecia sentado ao meu lado no banco de trás, em um silêncio que não combinava com ele. Meu menino costumava encher qualquer ambiente de perguntas, curiosidades e comentários aleatórios, mas agora mantinha o rosto voltado para a janela, observando as ruas passarem enquanto abraçava a própria mochila contra o peito.Aquilo me destruía.Eu preferia vê-lo correndo pela casa, espalhando brinquedos pelo chão, do que daquele jeito... tão quieto.Eu acariciava seus cabelos distraidamente, mas minha mente estava longe.Longe demais.Ainda era impossível acreditar.Parecia que, a qualquer momento, Damião abriria a porta de casa com aquele sorriso de canto e diria que tudo não passava de um enorme mal-entendido.Mas eu sabia.A realidade era cruel demais para me permitir esse tipo de esperança.Esmeralda dirigia.Joaquina seguia no banco do passageiro e, de tempos em tempos, olhava para mim pelo retrovisor, como se verificasse se eu ainda
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