Zara Moraes As palavras têm peso. Algumas ferem. Outras curam. E algumas só fazem sentido quando duas pessoas lhes dão o mesmo significado. Naquela noite, eu descobriria que pertencer a alguém não significava perder a própria liberdade. Significava escolher, todos os dias, caminhar ao lado dessa pessoa. Depois de dias marcados por reuniões, ataques e estratégias, o castelo viveu uma noite incomum. Helena insistiu para que todos jantassem juntos. Sem mapas sobre a mesa. Sem relatórios. Sem rádios ligados. Matteo foi o primeiro a reclamar. — Aposto que ninguém consegue ficar uma hora sem falar de guerra. Samuel sorriu discretamente. — Eu consigo. — Mentiroso — respondeu Dante, arrancando algumas risadas. Pela primeira vez em muito tempo, o ambiente parecia leve. Eu observava Alexandre. Mesmo cercado pelas pessoas em quem confiava, seus olhos continuavam atentos. Como se nunca deixassem de proteger. Quando nossos olhares se encontraram, ele sorriu de leve. Um sorri
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