Durante o trajeto de volta à mansão, Alessandro dirigia com uma precisão quase gélida, suas mãos apertando o volante com tal força que os nós dos dedos sobressaíam como mármore sob a pele. O silêncio no carro não era tranquilo; era uma massa densa, elétrica, que parecia consumir o oxigênio do habitáculo. Audrey, sentada a seu lado, sentia que o vestido rosa — aquele que há apenas uma hora a fazia sentir-se linda — agora era uma prova incriminatória.Os gêmeos, detectando a tempestade no rosto do pai, mantiveram-se incomumente calados no banco de trás, entretidos com seus brinquedos novos, mas lançando olhares furtivos ao espelho retrovisor. O moreno não disse uma única palavra até que o motor parou na entrada da propriedade.— Para seus quartos. Agora — ordenou Alessandro às crianças, sem elevar a voz, mas com uma autoridade que não admitia réplicas.Emma e Matthew saíram disparados do carro. A castanha tentou segui-los, buscando refúgio na rotina da tarde, mas a voz de Alessandro a d
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