No dia seguinte, o ar na empresa parecia estranhamente denso para Audrey. Cada vez que a porta da cafeteria se abria, o aroma de café torrado e especiarias, que antes lhe era reconfortante, atingia-a como uma onda física de náuseas. Aproveitando a hora do almoço e a ausência de Alessandro, que tinha partido para uma reunião externa, escapuliu para a farmácia mais próxima. Com o coração martelando contra as costelas, comprou três testes de diferentes marcas, buscando uma certeza que sua mente já suspeitava, mas que seu medo ainda tentava processar.Trancou-se na cabine do fundo do banheiro feminino, a mais afastada da porta. Suas mãos tremiam tanto que quase deixou cair os dispositivos de plástico. Durante as últimas jornadas, manter o segredo tinha sido uma tortura. Alessandro, sempre observador, tinha começado a cercá-la com perguntas. Via-a pálida, evitava jantar com ele alegando cansaço e suas mudanças de humor repentinas o deixavam desconcertado. Ele pensava que era o trauma do se
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