Sofia MorozovaPasso em frente à sala Jade, que nada mais é do que um espaço reservado para conversas particulares. Apesar de não oferecer um local com proteção acústica e sistema de segurança, a distância entre mesas e esses espaços oferecem alguma privacidade.Olho pela fresta entra a porta, vejo a mulher indicada pelo meu marido e outros homens completamente desconhecidos. Eles estão conversando em inglês. Devo agradecer ao meu pai por ter me dado acesso à educação de qualidade, pois consigo entender bem o que dizem:— Ele está demorando, não acha? — um dos homens comenta.Para não chamar a atenção indesejada, passo direto, indo em direção ao banheiro. Não há ninguém dentro do ambiente, por isso aproveito para retocar o batom retirado pela refeição. Alguns minutos depois, retorno pelo corredor.A sala ao lado da Jade, Sala Rubi, está desocupada e com a porta aberta. Essa pode ser a minha oportunidade. Olho para os lados e aproveito o fato de que ninguém está me observando para entr
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