A sede é a primeira coisa que me desperta.Abro os olhos lentamente, ainda desorientada. Por alguns segundos, fico encarando o teto da sala sem entender por que estou ali. Aos poucos, as lembranças voltam. A empresa. A febre. Dave me trazendo para casa. O remédio.Levo a mão à testa. Ainda me sinto quente, mas a sensação de peso no corpo diminuiu. A garganta, no entanto, parece lixa, e meu estômago protesta com um ronco baixo que me faz fechar os olhos por um instante.Apoio as mãos no sofá e me sento devagar. Espero a tontura aparecer, mas ela vem bem mais fraca do que antes. Respiro fundo, afasto o cobertor que alguém colocou sobre mim e caminho em direção à cozinha.É então que percebo que não estou sozinha.Dave continua na poltrona em frente ao sofá.O notebook permanece aberto sobre as pernas, preso apenas por uma das mãos. A cabeça está inclinada para o lado, os olhos fechados e a respiração tranquila. O paletó foi cuidadosamente dobrado sobre o braço da poltrona, e a gravata,
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