Cada insulto é um dente cravando em mim. Fraca. Incapaz. Menos.E o pior é que uma parte minha, bem pequena e bem desgraçada, concorda, porque eu realmente não sei o que estou fazendo, não sei controlar nada, nem minha loba, nem minha vida, nem minha raiva, nem essa dor idiota que ameaça me desmontar.Princesa, então, faz o papel direitinho. Abaixa o olhar, morde o lábio, deixa o rosto ruborizar levemente — se eu não soubesse, diria que é até sincero — e murmura:“Não fale assim dela, Nolan. Ela pode ser uma loba forte.”Olha só, que generosa. Defendendo a coitada que ela ajudou a humilhar na frente do salão inteiro.Ele balança a cabeça, como se aquilo não fizesse diferença nenhuma.“Não me importa”, diz, simples, direto, como se estivesse falando sobre um detalhe irrelevante qualquer. “Eu só quero você.”E antes que eu possa processar todas as camadas de humilhação nessa frase, ele a puxa de volta pra perto, a boca encontrando a dela de novo num beijo ainda mais faminto, mais urgent
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