Erick Eu mandei montar o quarto do bebê em silêncio.Foi a primeira decisão que tomei sem pensar em controle, estratégia ou aparência. Ainda assim, quando vi os móveis chegando pelo elevador de serviço, percebi que talvez tivesse cometido outro erro.Não porque eu não quisesse.Mas porque querer demais, no meu caso, sempre tinha o risco de virar imposição.O quarto ficava no fim do corredor, uma suíte menor que antes era usada como escritório. Pedi para retirarem a mesa, as estantes, os equipamentos. No lugar, entraram um berço claro, uma cômoda simples, uma poltrona confortável e uma pequena luminária em formato de lua.Eu quase ri quando vi a luminária.Erick Monteiro, CEO de uma empresa em guerra, escolhendo uma lua para o filho que ainda nem nasceu.Se Marcelo me visse ali, talvez risse. Se minha mãe visse, chamaria de fraqueza.Mas eu fiquei parado no meio do quarto, com as mãos nos bolsos, olhando tudo como um homem diante de um futuro que não sabia se teria permissão para vive
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