KiraAcordo no meu quarto. O ar-condicionado soprava um frio suave e discreto, e uma toalha úmida repousava na minha testa. Pisquei, tentando me acostumar com a luz fraca e o mundo sombrio, que gradualmente ganha contornos e linhas, transformando-se no quarto de hotel que dividíamos com Dima.Leva um tempo, mas finalmente consigo me apoiar, pelo menos nos cotovelos. O que aconteceu antes de eu perder a consciência? Gabriel? Seu rosto, distorcido por uma ironia m*aligna, surge nos padrões das cortinas translúcidas que esvoaçam ao vento, e assim seu sorriso se distorce de vez em quando, como se esse lunático, mesmo aqui, estivesse tentando me dizer o quão inútil eu sou.Eu sei que sou inútil, mas responderei pelos meus pecados a Deus, não a Satanás.— Ei, olá, Bela Adormecida...A voz de Dima invade minha fantasia perversa, e o sorriso fantasmagórico de Gabriel desaparece por trás das cortinas.— Desculpe, eu só dou trabalho. Digo o que qualquer garota bem-comportada diria nessa situaçã
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