POV: Chiara O som do gelo batendo contra o cristal do copo era música para os meus ouvidos. Francesca trouxe a garrafa de whisky com aquela eficiência silenciosa e quase robótica de sempre. Serviu-me uma dose generosa, fez o mesmo para Sofia e para Giulia, que aceitou com um brilho de antecipação no olhar. Aurora, com sua postura de rainha-mãe, recusou gentilmente, preferindo manter a sobriedade enquanto nos observava com um sorriso acolhedor que parecia desarmar qualquer defesa. O clima na sala de estar estava leve, aquecido pelo álcool e pela risada de Sofia, que parecia adorar o choque de mundos que Giulia trazia. Aurora, no entanto, estava em uma missão diferente: ela queria conhecer a mulher que, por contrato ou destino, carregaria o legado dos Capone. — Diga-me, Chiara — Aurora começou, cruzando as pernas de forma elegante —, como você e Giulia se tornaram tão próximas? É raro ver uma amizade que sobreviva com tanta intensidade no
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