POV: Massimo O quarto de hospital naquele vilarejo esquecido por Deus era pequeno e abafado, mas finalmente exalava algo parecido com vida. O sol da manhã entrava pelas frestas da persiana, cortando o ar carregado de antisséptico com feixes de luz que dançavam sobre os lençóis brancos. Minha mão ainda envolvia a de Adrian, sentindo o pulsar fraco, mas constante, do seu sangue. Éramos irmãos de alma, forjados no fogo e no dever. Ver Adrian naquela cama era como ver uma parte da minha própria estrutura prestes a ruir. — Vamos, Adrian... abre os olhos, garoto — murmurei. Minha voz era um comando, mas carregava a vulnerabilidade que eu só me permitia sentir diante deles. As pálpebras dele tremeram novamente, lutando contra o peso residual da sedação profunda. Foram segundos que pareceram horas até que ele revelasse o azul turvo dos seus olhos. Ele piscou várias vezes, tentando focar no teto, depois nas máquinas e, finalmente, até que seu olh
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