O trajeto até a casa foi mergulhado em um silêncio. Helena manteve o olhar fixo pela janela, observando as luzes da cidade passarem rapidamente, como se aquilo pudesse distraí-la do turbilhão dentro dela. Ainda sentia o peso da noite, das palavras, dos olhares… de tudo.Eduardo, ao lado, permanecia imóvel. A expressão fechada, não disse uma única palavra. Nem precisava. O silêncio entre eles dizia tudo e, ao mesmo tempo… nada.Quando o carro finalmente parou em frente à casa, Helena não esperou. Antes mesmo que o motorista pudesse descer para abrir a porta, ela a abriu por conta própria e saiu, apressada, quase fugindo.Eduardo a observou se afastar ainda dentro do carro.Helena atravessou a entrada com passos rápidos, subiu as escadas praticamente correndo, o som dos saltos ecoando pelo ambiente silencioso da casa.Assim que entrou no quarto, fechou a porta com força. Só então ela soltou o ar de seus pulmões de uma só vez. Sem pensar, levou as mãos ao vestido. Aquele maldito vestido
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