O trajeto até a casa foi mergulhado em um silêncio. Helena manteve o olhar fixo pela janela, observando as luzes da cidade passarem rapidamente, como se aquilo pudesse distraí-la do turbilhão dentro dela. Ainda sentia o peso da noite, das palavras, dos olhares… de tudo.
Eduardo, ao lado, permanecia imóvel. A expressão fechada, não disse uma única palavra. Nem precisava. O silêncio entre eles dizia tudo e, ao mesmo tempo… nada.
Quando o carro finalmente parou em frente à casa, Helena não esperou