"Eu daria cada gota do meu sangue para livrar Luccas da lama da minha família, mas como salvá-lo de um monstro quando o monstro sou eu, escravo do seu corpo e do meu próprio silêncio?" Enzo Romano O silêncio da fazenda em Connecticut era uma mentira. Por fora, a paz das montanhas; por dentro, eu era um reator prestes a explodir. Luccas estava na cozinha, tentando alcançar um copo na prateleira superior. A bengala estava encostada no balcão, e ele se esforçava, o tecido fino da camiseta subindo e revelando a pele alva da sua cintura. Minha necessidade por ele era uma doença. Eu não conseguia estar no mesmo cômodo sem que meus pulmões exigissem o seu cheiro, sem que meu pau pulsasse de uma necessidade violenta de possuí-lo. Aproximei-me por trás, cobrindo o corpo dele com o meu. Minha mão subiu, pegando o copo com facilidade, mas não me afastei. Colei meu peito nas suas costas, sentindo-o estremecer. — Você devia ter me chamado, garoto — sussurrei no seu ouvido, minha voz saindo c
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