DárioBichinho me olhava com vontade de me matar cada vez que eu a chamava assim, mas já tinha parado de me retribuir o favor com o dedo. Bom, era um avanço. A passos de bebê, mas era.Passava mais tempo em casa, principalmente quando o Cateano estava. Pelo menos se distraía da situação da Essenza. Não perdia clientela, também não ganhava. E a Lívia continuava com aquela teimosia orgulhosa de não me deixar ajudá-la.— Por falar com algumas pessoas, você não vai me dever nada, se é isso que te preocupa.— Não é isso. Já te disse que não funciona assim.— E como funciona?— Eu fazendo perfume, ponto final.— Sabe o quê? Faz o que você quiser. Quando se cansar de ser orgulhosa, me avisa.— Não é orgulho, é...— É orgulho. E tudo bem, cada um se vira como pode.Fazer perfumes personalizados, que capturavam memórias, quase não dava lucro porque tinha deixado de ser moda. O único e singular não tem muito público quando é mais fácil, e mais barato, conseguir algo parecido com um clique.A fas
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