RenataNaquela noite, a gente completava três anos desde que tudo começou. Claro que ele não sabia de nada. Ele não ligava pra nada, a única coisa em que insistia era: "Eu não vou me divorciar." Não sei quantas vezes bati nessa tecla com ele. Ele ficava repetindo que não era feliz, que comigo renascia. No começo eu não dei bola, até que meus sentimentos mudaram. Ele dizia que nunca tinha me prometido nada, mas o que falava e o que fazia me deixavam confusa.É possível ser tão idiota assim?Já trabalhava nos hotéis há alguns anos. Sempre o via circulando pelos corredores, elegante, sorridente. Via ele flertar com outras e morria de ciúme. Sabia que era casado, todo mundo sabia, e a gente fingia não perceber quando ele ia pra cama com alguém.Porque fofoca corria mais rápido do que qualquer coisa. Romina, do RH. Joaquina, da limpeza. Soledad, da publicidade. E assim por diante. O típico filho da puta que te conquista com aquele sorrisinho de merda.Não conseguia acreditar quando ele me
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