Ricardo ficou ao lado, observando nosso empurra-empurra, e advertiu calmamente:— Senhor, por favor, solte-a, ou então vou chamar a polícia.Sua postura era protetora, mas ele manteve a educação e a contenção.— Desculpe, Ricardo, fiz você perder o seu tempo. Me dê um momento, já vou deixar as coisas claras com ele.Ricardo me olhou, e depois olhou para o Vicente, que parecia paranoico.Ele me deu um aviso, ainda preocupado:— Me ligue se precisar de qualquer coisa, vou te esperar ali.Ele nos deu, de forma atenciosa, espaço para conversar a sós.Vendo o Ricardo se afastar, voltei meu olhar para o Vicente.A raiva em seus olhos diminuiu, sendo lentamente substituída por um outro tipo de pânico.Ele não parecia entender por que, desta vez, tudo tinha saído do seu controle.Senti um cansaço imenso de repente, não tinha mais força nem para brigar.— Vicente. — Falei, com uma voz tão calma que até eu mesma me surpreendi. — Você não perguntou por que eu tenho que me divorciar? Tudo bem, eu
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