DanteO sangue já estava seco na minha mão, mas mesmo assim passei o pano de novo.Mais por costume do que por outra coisa.O homem na cadeira ainda respirava, embora já fosse difícil dizer até quando. A cabeça caída, o corpo largado, como se já não estivesse mais ali por completo. Ainda assim, quando ouviu meus passos, tentou se mexer.Segurei o rosto dele e levantei um pouco.Me questiono ainda o quanto quero viver essa rotina infernal, rodeado de homens, afazeres regras. Sem nenhuma paz, felicidade.Sem ela...— Olha pra mim.Demorou, mas conseguiu.— Já deu, Dante — Matteo disse atrás de mim. — Ele não vai aguentar muito mais.— Aguenta.— Quem te mandou?Nada.Ele tentou abrir a boca. Por um segundo, achei que ia sair alguma coisa.Mas não saiu.Só ar.— Eu resolvo — Matteo falou, vindo mais perto.Olhei pra ele.— Ainda não.Ele sustentou um segundo… depois recuou.Voltei pro homem.Esperei.Ele tentou de novo.Nada.— Já era.Puxei a arma e atirei.O tiro bateu no galpão e volt
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