O quarto estava mergulhado na penumbra da madrugada quando eu acordei assustada com algo se mexendo ao meu lado. Por alguns segundos, ainda presa no sono, achei que tivesse sido apenas impressão. Mas então ouvi os resmungos baixos, roucos, quase dolorosos, vindo de Gael. Virei o rosto rapidamente para ele. Mesmo no escuro, consegui perceber a tensão em seu corpo. O lençol estava embolado entre seus dedos, preso com força, como se ele estivesse tentando se agarrar a alguma coisa. A respiração vinha pesada demais. Irregular demais. E o rosto dele… Meu peito apertou instantaneamente. O cenho franzido, a mandíbula travada, gotas finas de suor na testa. Ele parecia estar sofrendo de verdade dentro daquele pesadelo. — Não… — ele murmurou entre os dentes, quase sem voz. — Para… Senti um aperto horrível no coração. Me aproximei rapidamente, apoiando uma mão em seu peito e a outra em seu rosto quente. — Gael… — chamei baixinho. — Amor, acorda… Ele continuou se debatendo l
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