Tomo um gole do meu café, ainda quente, sentindo o gosto amargo se espalhar lentamente pela minha boca. Levo a mão à cabeça, coçando de leve, enquanto solto um suspiro longo, carregado de pensamentos que não me deixam em paz nem por um segundo. A casa está silenciosa. Grande demais. Vazia demais. Caminho até a sala com os pés descalços, sentindo o chão frio contrastar com o calor do meu corpo. O contato me faz despertar um pouco mais, me puxando de volta para o presente. Minha casa é extremamente luxuosa — cada detalhe pensado, cada móvel escolhido com precisão… exatamente do jeito que meu pai gosta. Tudo impecável. Tudo… impessoal. Sento no sofá, afundando levemente no estofado macio, e me inclino para frente, pegando o celular que está sobre a mesa de centro. A tela acende. Uma notificação. Desconhecido. Franzo levemente o cenho, curiosa… e então abro a mensagem. "Não se esqueça do nosso encontro!" Meu coração dá um pequeno salto. Não preciso de nome. Não preciso de e
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