O relógio na parede parecia ter parado. Eu permanecia sentado no chão, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos, encarando o vazio. As lágrimas haviam cessado, porque já não me restavam forças para continuar chorando.Minha mãe me amparava, sentada ao meu lado... a mulher vaidosa, requintada, elegante... sentada no chão, dando abrigo para o filho já adulto que pareceu ter se tornado uma criança de novo.Naquele momento, nada do que minha mãe fez no passado tinha importância. Isso porque, no momento em que eu mais precisei dela, ela estava ali, do meu lado.Então eu me dei em conta que ela sempre esteve comigo, em todos os momentos ruins... segurando a minha mão num leito de hospital enquanto eu corria risco de vida após ter sofrido um grave acidente de carro com meu pai e meu avô. Ela mal teve tempo de viver o luto... porque precisava cuidar de mim.Quando eu voltei a respirar e abri os olhos depois do afogamento... foi o rosto dela que eu vi, chorando... a voz que, mesmo inconscien
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