O cemitério era antigo e silencioso, cercado por grandes árvores que filtravam a luz do sol entre os galhos. O túmulo do meu pai ficava em uma das quadras mais simples do lugar, numa lápide de granito cinza, discreta.Não havia ostentação, apenas a tranquilidade de um lugar que transmitia exatamente quem ele havia sido em vida: um homem simples, íntegro e profundamente amado.Eu não tinha voltado àquele lugar depois que ele foi enterrado. Mas agora, por algum motivo, achei que deveria ir até lá e contar-lhe pessoalmente tudo que havia acontecido, como se precisasse me confessar.Romeo, por sua vez, achava necessário agradecer por tudo que Ângelo Stein fez.Assim que nos aproximamos, vimos que havia alguém botando flores na lápide. Depois de ajeitá-las com cuidado, abaixou a cabeça e pareceu fazer uma oração.Era
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