POV BIANCA O peso das responsabilidades de Julian parecia dobrar a cada minuto que o relógio avançava pela madrugada. Olhei para as olheiras profundas que começavam a marcar o contorno dos seus olhos cinzentos, para o esgotamento físico que ele tentava camuflar atrás da postura ereta e implacável. Ele havia quebrado costelas, sangrado, lutado e, ainda assim, o cérebro dele continuava girando em alta velocidade, antecipando os movimentos de Katherine em Paris. — Vamos dormir, Julian — pedi, a voz mansa, dando um passo à frente e espalmando minhas mãos contra o abdômen dele, sentindo a rigidez da sua musculatura. — Suas costelas precisam de repouso e você mal pregou os olhos desde ontem. Deixe o tabuleiro de lado por algumas horas. Julian olhou para as minhas mãos no seu peito, depois subiu o olhar para o meu rosto. A névoa cinzenta das suas pupilas estava escura, quase impenetrável. Um meio sorriso sem humor curvou o canto da sua boca. — Eu não vou dormir, passarinho — ele disse,
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